rules for libertarians

por Lawrence W. Reed
Presidente da Foundantion for Economic Education (FEE)

“Uma promessa de Ano Novo”, a velha piada aconselha, “é algo entra em um ano e sai no outro”. Bem verdade para a maioria de nós, a maior parte do tempo. Então, quando 2014 começou, eu decidi pular essa promessas de ano novo. Em vez disso, eu planejei trabalhar duro, mais e melhor esse ano, em nome de algo que não consigo imaginar a vida sem: liberdade.

Tão indispensável como a liberdade é para o progresso da humanidade, o seu futuro nunca é assegurado. Certamente, na maioria das frentes, está retrocedendo há anos – a sua luz cintilando contra os ventos da ignorância, irresponsabilidade, gratificação de curto prazo, e o desejo pelo poder e a luxúria. Por isso é muito mais importante para aqueles de nós que acreditam na liberdade tornarmo-nos porta-vozes cada vez mais eficazes.

As Regras de Ouro

Para isso, eu ofereço essa lista de 10 regras. Essas regras de ouro não tem nenhuma ordem específica a ser seguida. Então, Caro Leitor, eu deixo você decidir quais são as regras mais importantes. (Mesmo porque a lista não pretende ser a última palavra sobre o assunto, e eu também convido aos leitores adicionarem regras à lista).

  • 1. Motive-se. Liberdade é mais do que uma feliz coincidência. É um imperativo moral, digno de cada grama de paixão que as pessoas boas possam reunir. Não é apenas ficar excitado com o ano eleitoral, ou responder sobre algum problema da vida. É sempre a diferença entre escolha e coerção, entre viver sua vida ou os outros vivendo ela para você (e as suas custas). Se a liberdade é perdida, talvez nunca possa ser recuperada no seu tempo ou no de seus filhos e netos. Para resolver problemas, evitando conflitos, e aproximando pessoas, não há pior caminho do que a política e a força, e não há melhor caminho do que a liberdade para que a troca pacífica e a cooperação floresçam.
  • 2. Aprenda. Mais precisamente, nunca pare de aprender! Para ser um persuasor eficaz, não há bom substituto a comandar os fatos e os fundamentos. Conheça as nossas ideias de trás para frente. Você nunca pode se cansar de ler ou ouvir sobre economia, história ou filosofia para ser o melhor persuasor da sua vizinhança. Deixe os outros falarem por meio de adesivos. Venha armado com substância em detrimento de slogans.
  • 3. Seja otimista. É cansativo e desencorajador ouvir derrotistas falando assim: “Acabou. A República está perdida. Não tem volta. Ferrou. Estou deixando o país.” Qual é a utilidade dessas palavras? Certamente não são inspiradoras. Pessimismo acaba terminando mal. Pessimistas só se desarmam e desestimulam os outros; ninguém ganha nada com isso. Se você verdadeiramente acredita que tudo está perdido, a melhor coisa a fazer é pensar na possibilidade que você possa estar errado e deixar os otimistas liderarem o caminho. (Isso significa deixar o pessimismo para trás).
  • 4. Use humor. Até mesmo negócios sérios têm momentos de leveza. Tempere seus casos com humor e poderá torna-los mais atrativos, mais humanos. Se você não conseguir sorrir quando você estiver fazendo uma defesa de um caso para a liberdade, se você não pode evocar um sorriso ou uma risada da pessoa com que você está falando, então você está no caminho de perder a batalha. O humor quebra o gelo.
  • 5. Levante questões. Você não tem que dar uma palestra para cada potencial ouvinte. Seja capaz de usar o método socrático, especialmente se você estiver conversando com algum ideólogo estatista. Na maioria das vezes, essas pessoas mantêm suas posições não porque estão bem familiarizadas com o pensamento libertário e o rejeitaram, mas porque elas simplesmente não conhecem nosso lado. Uma linha habilidosa de questionamento muitas vezes pode levar uma pessoa a pensar sobre suas premissas de forma que nunca havia pensado antes.
  • 6. Mostre que se importa. Tem sido dito que as pessoas não se importam com o que você sabe se elas não sabem que você se importa. Foque em pessoas reais para argumentar em favor da liberdade. Leis e políticas contrárias à liberdade produzem bem mais que apenas maus números; elas destroem os sonhos de pessoas reais que querem melhorar suas vidas e as vidas daqueles que elas amam.
  • 7. Apele para superioridade moral. Liberdade é um dos arranjos socioeconômicos que demanda altos padrões de caráter moral. Não pode sobreviver se pessoas são largamente desonestas, impacientes, arrogantes, irresponsáveis, focadas somente no curto prazo, e não tem respeito à vida, direitos e bens dos outros. Esta verdade fala muito sobre a superioridade moral da liberdade sobre todos os outros “sistemas”. A humanidade é composta de indivíduos únicos, não é um coletivo disforme a ser comandado por elitistas que se imaginam nossos mestres e planejadores. Qualquer arranjo que puramente coloca nossas vidas distintas em um liquidificador coletivista é uma ofensa moral. Utilize este argumento para atacar o centro do argumento de qualquer adversário.
  • 8. Desenvolva uma personalidade atraente. Um libertário que conhece todos os fatos e teorias ainda pode ser repulsivo e ineficaz se ele é condescendente, vingativo, grosseiro ou bruto, hipócrita, ou muitas vezes quando está em modo de “ataque”. É por isso que clássico de Dale Carnegie, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, deve estar na lista obrigatória de leitura de cada libertário . Você quer mudar o mundo ou apenas bater no seu peito? Conversar com outras pessoas ou falar com você mesmo? Manere na negatividade! Alguns libertários apenas falam de más notícias. Estas são as pessoas que não vêem nada de bom acontecendo em lugar algum. Esta atitude surge como se eles estão dizendo a você: “Pare de se divertir. A única boa notícia é que não há nenhuma. Se você acha que é uma boa notícia, vamos lhe dizer por que não é.” Essa atitude pega mal e raramente ganha convertidos. Heróis e histórias heroicas estão à nossa volta, não as ignore, permanecendo sempre nas histórias sobre canalhas e as decepções.
  • 9. Não exija a total e imediata aceitação. Você já se deparou com um libertário que não permite que você saiba se você não confessar todos os seus pecados e se arrepender intelectualmente, você é um pária? A história do progresso das ideias fornece poucos exemplos de pessoas que estavam erradas sobre transformando-se em pessoas que estão certas sobre tudo. Devemos ser pacientes, convidativos, e compreensivos. Saiba quando as rachaduras estão aparecendo na parede de um oponente e lhe dê espaço para derrubá-la ele mesmo. Lembre-se de que todos nós temos pontos de vista hoje, que não aceitamos no nosso passado. Nenhum de nós saiu do ventre com uma cópia de “O Caminho da Servidão” em nossas mãos.
  • 10. Faça aliados, não inimigos. Um punhado de libertários enclausurados, ineficazes -mas muito barulhentos- imaginam-se árbitros da fé. Eles se comportam como se o maior inimigo não fosse aquele que não abraça nenhum dos preceitos libertários, mas aqueles que abraçam alguns dos nossos preceitos, mas não todos. Então, quando eles encontram um libertário companheiro que já teve diferentes pontos de vista, ou que se afasta da ortodoxia em um problema ou dois, começam a difama-lo. Isso os faz sentirem-se bem, mas prejudica a causa maior. Se dissermos que queremos fazer do mundo um lugar melhor, mais libertário, não podemos torná-lo doloroso para qualquer um a se mover na direção certa.

// Tradução de Santiago Staviski. Revisão de Matheus Pacini | Artigo Original