Quantcast
Calendário
Rede do EPL
Apóie o EPL
Blog

O artigo a seguir foi escrito por Igor Comune, Coordenador Local do Estudantes Pela Liberdade em São Paulo.

 

joblessInicio este artigo com a letra de uma música do Black Sabbath, “The Writ”:

“Too many people advising me, but they don’t know what my eyes see”
“Muitas pessoas me advertem, mas não sabem o que meus olhos veem”

Acredito que somente as palavras “direito”, “trabalhar” e “de graça” já tenham despertado certos sentimentos, nos quais podem variar entre amor e ódio. Espero que ambos levem vocês a lerem até o final este artigo e pensarem sobre a questão, discutirem… e eu, sinceramente, ficaria muito feliz se adotassem isso para vocês.

Alguma vez em nossa vida, num delírio de paixão, dizemos “isso eu faria de graça”. Na Aviação Civil costumamos ver esses delírios com maior frequência. Quando nós apaixonados, olhamos para um Boeing 747-800 e falamos: com certeza trabalharíamos de graça.

Mas infelizmente, delírios apaixonados não são leis, não movimentam sindicatos, não movimentam políticos nem sua grande vontade para com seus eleitores.

Atualmente (2015), estamos com certos problemas econômicos que não cabe o mérito deles nesta postagem, mas eles estão aí, e tem efeitos sobre nossas vidas.

Quando o número de empregos cai e a oferta continua no me (more…)

O artigo a seguir foi escrito por Lucas Bellinello, Coordenador Estadual do Estudantes Pela Liberdade em Mato Grosso.

professoresgreve-890x395Desde que me entendo por gente e isso faz alguns anos, estou acostumado à tomar conhecimento quase que semestralmente de algum tipo de greve no setor de educação e ainda tenho certeza que vou ler muitas notícias que começam com: “Em assembleia, sindicato dos professores votou sim para a greve geral”, essas greves são mais antigas que andar pra frente, se tornou algo meio que cultural no meio dos professores que acham que estão lutando contra um sistema opressor e que mudaram a vida de seus pobres alunos participando de sindicatos, chapas, associações e outras organizações que defendem interesses grevistas.

A minha pergunta ao ver todas essas ações e movimentos dos professores é: Em que progredimos com todas essas greves? Eu não costumo pedir muita coerência e (more…)

O texto a seguir foi escrito por Mariana Diniz Lion, Coordenadora Local do Estudantes Pela Liberdade em São Paulo, e publicado originalmente no Blog Garotas Livres.

ta

Era uma tarde quente de verão. 1993, São Paulo, Brasil.

Milhares de carteiros se reúnem em Assembleia, e neste momento a multidão brada, furiosa, palavras de ordem e revolta.

No meio da balbúrdia, o líder se ergue do povo, sobe no palanque e inicia acalorado discurso.

“Isso é um absurdo! Vai ter morte!!” – a multidão exulta em clamores, enquanto o chefe limpa gotas de suor da testa – “Essa tal de BBS acabou de lançar contas que enviam mensagens virtuais gratuitas para todas as pessoas, através dos computadores! Isso significa que milhares de brasileiros irão se corresponder eletronicamente a partir de hoje e nós perderemos os empregos! Seremos desvalorizados, depois de tanto trabalho duro, séculos de tradição e de oferecermos o suor de nossos corpos… esses burgueses capitalistas querem piratear nosso trabalho, através dessa tal Internet! Os carteiros estão revoltados, estou sendo abordado por diversos grupos pedindo a probição desse sistema novo, ilegal e usurpador! O Governo deveria tomar providências, porque se não tomar, eu não tenho como conter esta categoria! Vai ter morte! E digo mais, ao senhor Paulo Cesar Breim, que criou esse sistema de mensagem eletrônica gratuita – se houver morte, a responsabilidade é do senhor, que está aí ocupado em Las Vegas tomando champanhe!”

Para você, caro leitor, cujos olhos fitam incessantemente uma tela brilhante ao ler o texto acima que rebusquei com todo o meu carinho literário, o conteúdo do texto pode parecer – e é – uma aberração.

Nós todos sabemos que os Correios continuam lá, firmes, fortes e governamentalmente impassíveis. Enquanto a internet prosperou, bilhões de e-mails são trocados por dia – assim como Whatsapps, SMS, skypes, hangouts, team speakers para os afoitos jogadores online… Enfim, a tecnologia da comunicação se desenvolveu exponencialmente e apesar de sabermos que existem ainda centenas de possibilidades tecnológicas não-exploradas para esta área, compreendemos que há espaço para todos.

Os Correios ainda vivem, viva!

Apesar da licença poética com que expus a ficção acima, o grotesco discurso da liderança dos carteiros não foi inventado. Foi, digamos assim, uma releitura de um discurso já proferido a um veículo de comunicação. Foi uma reação de Raimundo dos Santos – a.k.a. Ceará – presidente do sindicato dos taxistas. O tema em debate? O polêmico Uber.

O aplicativo funciona como uma central de atendimento que une um indivíduo que quer se locomover a um motorista registrado e avaliado, que segue alguns parâmetros estipulados pela empresa. É como uma carona paga, um motorista particular express. E não – não é igua (more…)

O texto a seguir foi escrito por Quesidonis Felipe, Coordenador Local do Estudantes Pela Liberdade em São Paulo.

 

AdamSmith-KarlMarxse há algo que nenhum liberal ignora é a vitória, indiscutível no plano teórico, do modelo de livre mercado sobre o de economia planificada. Motivo de comemoração? Infelizmente, não. Explico.

Todos nós conhecemos o efeito que algumas curtas frases possuem de sintetizar teorias inteiras. Auxílio para a memória, também acabam sendo fórmulas prontas para que militantes de toda sorte possam fazer uso sem nunca precisar de uma única análise de seu conteúdo. Em geral, é isso que encontramos quando lemos, por exemplo, o Manifesto Comunista de Marx e Engels.

Belo feito de retórica, o texto logo atiça a imaginação de seus leitores com frases pomposas como “o executivo no Estado moderno não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda a burguesia”, “a história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes” ou ainda, e a mais famosa, “um espectro ronda a Europa – o espectro do Comunismo”.

Contudo, é justamente por causa dessas frases, já famosas e batidas, que escapará ao leitor menos atento duas coisas fundamentais sobre o texto: i) Marx e Engels tecem em toda primeira parte um elogio rasgado à burguesia, e ii) também tecem uma (more…)

O texto a seguir foi escrito por João Filippe Rossi Rodrigues, Coordenador Local do Estudantes Pela Liberdade em São Paulo.

tsiprasO mercado é um processo mais do que dinâmico, é um processo que com a globalização se tornou quase algo vivo, uma ordem incontrolável. Uma simples mensagem numa rede social fez com que o cenário para a Grécia, que já não vinha sendo um dos mais favoráveis, piorasse mais ainda, atingindo países conectados na Zona do Euro a ela, e quase na mesma situação, os seus companheiros da sigla dos PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Spain), onde já se fala em PIIGS e PIIGGS.

O interessante nisto tudo é a infantilidade com que vêm sendo tratadas questões importantes como ajustes fiscais, renegociações de dívidas, corte de gastos públicos. Movidos por uma ideologia de construir condomínios em extensão territorial de países (tudo bem que Portugal, Itália e Grécia são países de extensão territorial pequenas, comparados ao Brasil, mas continuam sendo países).

Condomínios são caros, exigem manutenção, exigem uma administração que não preze somente pela excelência e pela eficiência, mas também pela competitividade. Competem por clientes que já possuem quantias bancárias muito boas. Estados simplesmente não foram feitos para isto, não foram feitos para lidar com problemas econômicos, com recursos esca (more…)

gaydsen flagÉ sempre difícil escrever sobre um evento que está se desenvolvendo diante de seus olhos, mas talvez capitar o calor do momento seja de fundamental importância para entender sua magnitude. Hoje, em uma decisão histórica, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a constituição do país garante o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, invalidando todas as leis que dizem o contrário e estendendo a todos os estados a união homoafetiva.

A decisão foi apertada, cinco juízes votaram em favor das uniões e quatro, contra. O consenso da maioria foi o de que a décima-quarta emenda da constituição americana impede a existência de leis que não garantam direitos iguais aos cidadãos do país, como acontecia com a leis que regiam o casamento. Em seu texto a emenda coloca que nenhum estado membro “poderá privar (…) qualquer pessoa sob sua jurisdição a igual proteção das leis”.

O argumento contra a aplicação de tal texto em favor das uniões homoafetias foi o de que a constituição deveria ser interpretada da mesma forma pela qual seus escritores a pensaram, que estariam longe de conceber a liberdade de se casar com pessoas do mesmo sexo. Mas, como colocou Justice Kennedy, “as gerações que escreveram e ratificaram a constituição e a Bill of Rights e a décima-quarta emenda não presumiram saber a extensão da liberdade em todas as suas dimensões, e então elas confiaram para as gerações futuras um capítulo protegendo o direito de todas as pessoas a gozar de liberdade enquanto nós descobrimos o seu significado.” (more…)

O artigo a seguir foi escrito por Eric de Souza Serra, Coordenador Local do Estudantes Pela Liberdade em São Paulo.

zimbabwe-dollarO inicio desse processo se deu por conta do Governo Mugabe e suas incontáveis dívidas e escândalos de corrupção. Isso demonstra claramente que um Estado forte pode destruir até mesmo uma perola e que medidas keynesianas podem destruir um país inteiro, levando ao ponto da inflação mensal ser de 2.600,24%. Essas medidas impactam a economia e acabam afetando as camadas mais pobres da população. E pensar que há alguns anos Zimbábue era chamado de “ A Pérola Africana”.

Se um Governo forte sempre leva a resultados ruins, somando a medidas keynesianas temos o desastre perfeito. A história sempre demonstrou que a impressão desenfreada de notas pode acabar com um país inteiro. A Ditadura Brasileira é um dos exemplos, tendo em vista que tivemos três moedas diferentes em um pequeno período de quase 20 anos. Apesar disso, Zimbábue conseguiu ir mais longe, chegando a imprimir notas de 100 Trilhões de Dólares de Zimbábue. A desvalorização foi tão grande que na troca para o Dólar Americano essa quantia se torna apenas 40 centavos.

Isso pode parecer absurdo, porém a historia não acaba aqui. O preço dos produtos, a inflação, e tudo isso acarretado simplesmente pela geração desenfreada de papel moeda. (more…)

O texto a seguir foi escrito por Luiz Eduardo Peixoto, Coordenador Local dos Estudantes Pela Liberdade em São Paulo.

DIlmaVocê já se perguntou por que o ajuste foi tão difícil de ser implementado e gerou tanto atrito com um governo de coalizão tão grande e de oposições com agenda similar à sendo implementada pela Fazenda, bem como apoio do “fiel da balança” PMDB à ações do tipo? Simples: o governo federal nunca admitiu o seu erro nem a falha completa de seus últimos anos em matéria de política econômica, onde empreendeu “inovações” que consistiram em distribuir crédito à grandes empresários selecionados, aumentar privilégios a grupos com barganha e achar que o dinamismo da economia seria recuperado por meio de mandos e desmandos de uma Brasília no mínimo egocêntrica. O aumento nos custos do governo foram massivos e o crescimento econômico não acompanhou, porque – que surpresa! – este não vem de uma caixa de pandora mágica no Plano Piloto, e sim da capacidade da economia de produzir empreendedorismo e dinamismo, com liberdade dos agentes econômicos de alocar recursos.

Pois bem. Não durou nem produziu “ciclos virtuosos” de crescimento todos os bilhões despejados, e, em 2014 a recessão já rondava a nossa porta e o governo federal ficou com uma grande conta para pagar. Depois de tantas desonerações aqui e ali e uma série de obras e pacotes faraônicos – muito menos “ambição”, como se referiu Dilma ao PIL 2 (agora com R$ 198 bilhões previstos) e muito mais um engodo, cheio de truques populistas, como a Ferrovia até o Peru, já considerada inviável – muitos dos quais ficaram pelo caminho ou foram cancel (more…)

O seguinte texto foi escrito pelo autor convidado Wade Craig, Coordenador Local do EPL.

O artigo abaixo não trata de nenhum problema em particular, mas demonstra como qualquer tentativa de usar o estado para resolver problemas sociais irá falhar.

 

congressoProvavelmente a sociedade está pensando em como resolver o último problema social que apareceu, entretanto, a solução governamental traz ainda mais problemas. Precisamos aprender com os erros do passado e reconhecer que, mesmo neste novo assunto,não há uma boa maneira com a qual os agentes do governo possam corrigir a situação. Em vez disso, temos de contar com os mecanismos disponíveis em uma sociedade livre. Eles podem resolver o problema melhor do que qualquer organismo centralizado.

A primeira falha na mais recente solução proposta pelo governo é a de conhecimento. No clássico ensaio de Friedrich Hayek “O Uso do Conhecimento na Sociedade“, ele responde porquê das soluções centralizadas simplesmente não funcionarem, mesmo no mais recente problema enfrentado pelo mundo: existem muitos detalhes relevantes para um planejador descobrir. Há tantos aspectos e facetas nas formas como as pessoas interagem com as coisas relacionadas com os mais desafiadores problemas sociais da atualidade, que seria impossível descobrir as informações que já sabemos serem exigidas para a implementação da política, esqueça as informações que ainda não sabemos e vamos precisar.

Em vez disso, devemos deixar os indivíduos em uma sociedade livre descobrirem a melhor solução.Provavelmente, eles não precisarão que alguém mande para que seus próprios problemas sejam corrigidos, e se existir uma solução boa o suficiente não será necessário forçá-la sobre os afetados pelo problema, eles provavelmente já a estariam implementando. Para enco (more…)

O Artigo a seguir foi escrito por Uriel Carrano Bueno, Coordenador Local do Estudantes Pela Liberdade em São Paulo.

sGuerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”
(1984 -George Orwell)

A mais eficiente e duradoura estratégia dos amantes da agressão tem sido a de subverter termos linguísticos com o intuito de ludibriar, desinformar e impor determinada agenda coerciva, fazendo com que as pessoas aceitem e até defendam práticas criminosas, que são justificadas através de expressões linguísticas suaves e convidativas.

A novilíngua orwelliana transformou o escravo em contribuinte, o genocídio em política externa, o roubo em contribuição, a escravidão em contrato social, o sequestro em ressocialização, o parasita em burocrata, o crime organizado em partido político, o criador de riquezas em explorador, a destruição de riquezas em ‘estímulo a monopólios nacionais’, privilégios em direitos positivados, falsificação fiduciária em política monetária, monopólios em ‘medidas anti-monopólio’, educação em reservas de mercado, compulsão em assistencialismo e legítima defesa em crimes subversivos, como sonegação, contrabando, desacato e até o ‘crime’ de portar armas não-licenciadas por burocratas.

O efeito mais drástico dessa subversão foi o establishment do sistema estatista como algo imutável e natural, como se tal modelo de compulsão sistemática fosse algo intrínseco à sociedade e aos indivíduos (e não uma motivação parasítica de uma minoria da sociedade).

  • Os aliados do establishment:

Os maiores aliados do estatismo e da sua expansão foram aqueles grupos formadores de opinião que se beneficiavam de monopólios institucionais, subsídios e reserva de mercado (intelectuais pró-estado, grande mídia, complexo militar, banqueiros de reserva fracionária, setores estratégicos estabelecidos e professores acadêmicos). (more…)